Ch01 MNPEF / MPF310033

Protocolo de Curadoria Científica

1. Enquadramento Estratégico: Curadoria como Pilar

A curadoria científica transcende a busca bibliográfica; ela é um ativo estratégico indispensável. A transição do "aprender a clicar" para o "aprender a curar" eleva a prática pedagógica para uma intervenção intelectual fundamentada.

O Plano de Ensino deve ser usado como um Organizador Prévio para prevenir a sobrecarga cognitiva. Com essa âncora, cada artigo conecta-se a um subsunçor específico, conferindo propósito à investigação.

2. Fundamentação Teórica: TICs e a Ponte de Ausubel

As TICs devem operar como mediadoras, nunca como fins em si mesmas (Angotti et al., 2012). O papel mediador da tecnologia atua na Zona de Desenvolvimento Proximal, unindo o domínio conceitual ao metodológico do futuro Diagrama V de Gowin.

3. Metodologia de "Garimpo Científico"

O desafio "Mineradores de Ouro" visa localizar artigos Qualis A que validem a sequência didática.

Dimensão Busca Genérica Garimpo Qualificado
Volume Excessivo e ruidoso Filtrado e focalizado
Qualidade Blogs e informais Periódicos Qualis A
Tempo Baixa economia Alta eficiência
Confiabilidade Incerta Robustez metodológica

4. Filtros de Excelência: Segurança Epistemológica

A escolha por periódicos Qualis A (RBEF, CBEF, Física na Escola) garante a segurança necessária para o exercício docente, protegendo alunos de abordagens cientificamente imprecisas.

5. Identificação de Lacunas de Aprendizagem

O pesquisador deve extrair a "Pergunta-Foco": qual obstáculo conceitual o aluno enfrentava e como a tecnologia atuou como mediador necessário? Essa identificação é o motor do Diagrama V de Gowin.

6. Do Garimpo ao Pitch

A defesa pública ocorre no "Pitch de Achados" (60 segundos). O produto final é uma lista com links diretos, referências normatizadas e a justificativa de potencial correlacionada à lacuna detectada.

Ao concluir este protocolo, o docente deixa de ser um usuário passivo e assume a posição de Curador de Conhecimento.